Perversão: a concretude do espírito da pós-modernidade

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O presente trabalho tem por finalidade apresentar uma análise teórica sobre perversão, está organizado em de dois eixos, as perspectivas clássica e atual. Sobre o aspecto clássico registra-se rigorosamente o conceito psicanalítico de Perversão. No aspecto da atualidade se examina, à luz da psicanálise, os mecanismos, operadores e qualificadores que evidenciam uma marca perversa na contemporaneidade. Utilizou-se como instrumento metodológico a revisão bibliográfica, centrada na literatura específica da teoria psicanalítica, com concentração na obra de Freud e Lacan. As investigações estão amparadas nas pesquisas sobre as especificidades de perversão narcísica, nomenclatura de montagem ou estrutura, e sadomasoquismo, que demonstram como o modo incisivo com o qual a perversão se instala no social já pode ser visto como um mecanismo de recusa explícito. A análise evidencia que o social da pós-modernidade demanda elucidação das causas profundas desse estádio psíquico que exibe, onde pessoas desejam como escape a angústia respostas rápidas, nada profundas e cada vez mais coletivas, exilando qualquer manifestação de singularidade. Finalmente, além de atribuir à Perversão o valor de símbolo dessa época pós-moderna, aponta sujeitos fetichizados pela lógica do consumo, que podem exigir da psicanálise, intervenção no social.

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