O papel pedagógico do intérprete no ensino de surdos
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O intérprete educacional difere de outros intérpretes pela intencionalidade e
pelo uso de recursos para favorecer a aprendizagem do seu público alvo. Este atua
em sala de aula na interpretação e tradução do conteúdo ministrado pelo professor
regente para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e também na sala de recursos
em turno contrário. O objetivo desse trabalho é relatar e discutir o papel pedagógico
do intérprete no desempenho dos alunos surdos observado durante a realização de
um projeto de iniciação científica (PIC) em uma escola pública de Ensino Médio em
Sobradinho. Esse trabalho se trata de uma análise de caso idealizada durante a
realização de um projeto que visa estimular a elaboração de sinais em LIBRAS para
termos específicos das Ciências Biológicas por um grupo formado por alunos surdos
e intérprete. Durante cinco encontros o intérprete pesquisou e trouxe conceitos
sobre os termos biológicos sugeridos, consultou os pesquisadores sobre a
veracidade e a qualidade das informações que seriam explicadas aos alunos surdos
e estimulou os alunos a criarem novos sinais em LIBRAS pelo uso de recursos
expositivos com desenhos, esquemas e vídeos. A atuação do intérprete possibilitou
a elaboração de sinais para dez termos específicos em Biologia. A partir das
observações, pode-se inferir que a aprendizagem do aluno surdo se torna facilitada
se professor regente e intérprete estabelecem uma parceria na organização do
trabalho pedagógico. O intérprete pode estabelecer estratégias e buscar recursos,
orientando suas ações para mediar a aprendizagem dos alunos surdos, em
consonância com os objetivos e a atuação do professor regente.