O silêncio em análise

dc.contributor.advisorLaureano, Marcella Marjory Massolini
dc.contributor.authorHenriques, Regina Mariaen_US
dc.date.accessioned2013-02-26T17:32:39Zen_US
dc.date.accessioned2013-05-09T20:57:16Z
dc.date.available2013-02-26T17:32:39Zen_US
dc.date.available2013-05-09T20:57:16Z
dc.date.criacao2012en_US
dc.date.issued2012en_US
dc.description.abstractEstudar a Psicanálise Contemporânea requer considerar as implicações da contemporaneidade na constituição do sujeito singular que busca a análise com fins terapêuticos. A sociedade atual vive um processo de ocidentalização com foco no desenvolvimento econômico, sendo retratada como a sociedade do espetáculo, na qual prevalece a cultura do narcisismo. Como elementos que compõem a subjetividade neste contexto, destacam-se o acentuado autocentramento individualista e o grande valor dado a uma estética midiática. O sujeito formado nesta sociedade está saturado de imagens e afoga na mídia suas inquietações, antes mesmo de expressá-las a si mesmo, em palavras. O mutismo psíquico precisa ser tocado, o silêncio precisa ser quebrado para que o corpo falante desfrute da própria vida. A Clínica Psicanalítica de cunho lacaniano se faz valer do conceito de discurso analítico como referencial para o percurso do sujeito em análise. A teorização dos discursos possibilitou discernir melhor o que ocorre na relação transferencial e no encaminhamento do processo de análise, levando a uma nova compreensão das possibilidades clínicas. Não se trata de conhecimento e, sim, de um saber que só é apreendido na realidade discursiva do analisando, do seu saber inconsciente. O trabalho analítico com o inconsciente, com os significantes de um sujeito cindido pela linguagem, poderá promover mudanças na posição subjetiva em que ele se coloca. O analista sabe que é preciso “escutar o que está além da palavra, escutar o silêncio, promover a fala” (FREITAS, 2004, p. 3), para desencadear o processo analítico. Constata se que “o silêncio surge na metapsicologia do processo analítico sob diferentes modalidades” (OLIVEIRA, 2009, p. 118). A lógica do analista e da própria Psicanálise é a lógica do não-saber do outro que leva à construção do saber pelo analisando, no ato analítico, a partir do silêncio. (MOURÃO, 2004). O silêncio, portanto, está presente no setting terapêutico e “seus efeitos são tão decisivos quanto os da palavra efetivamente pronunciada.” (NASIO, 2010, p. 7).
dc.identifier.citationHENRIQUES, Regina Maria. O silêncio em análise. 2012. 58 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2012.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uniceub.br/handle/123456789/2732
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPsicanálise contemporâneapt_BR
dc.subjectClínica psicanalíticapt_BR
dc.subjectDiscurso analíticopt_BR
dc.subjectSilênciopt_BR
dc.subjectAto analíticopt_BR
dc.titleO silêncio em análisept_BR
dc.typeTCCpt_BR

Files

Original bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
20838607.pdf
Size:
356.58 KB
Format:
Adobe Portable Document Format

License bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
license.txt
Size:
362 B
Format:
Plain Text
Description: