A redemocratização e a possível quebra do insulamento burocrático do Ministério das Relações Exteriores

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O presente artigo busca analisar as posições de política externa brasileira de forma comparativa em se tratando das decisões no período ditatorial, mais especificamente no que diz respeito à Conferência de Estocolmo (1972), e em relação à tomada de decisões sobre política externa no período da redemocratização, especialmente em torno da Conferência Rio-92 (1992), ambas se tratando de decisões relativas à pauta de Meio Ambiente no cenário internacional. Após análise qualitativa e aprofundada dos dados e dos períodos históricos que cercam ambas as conferências, foi possível entender o funcionamento da política externa, no ano de 1972, e do órgão gestor dessa política, o Ministério das Relações Exteriores, a partir do Realismo de Morgenthau. E em seguida, mediante transformações internas e externas durante a década de 1990, pôde-se analisar a política externa brasileira a partir da ótica dos Jogos de Dois Níveis de Putnam. Foi possível notar certas modificações no funcionamento do Ministério das Relações Exteriores em comparação aos anos de 1972 e 1992, sendo a principal modificação a quebra/diminuição do Insulamento Burocrático que cerca o órgão desde seu fundamento, em que a partir da década de 1990 tornou-se necessário uma maior abertura do Itamaraty para esses novos setores, principalmente para a participação da sociedade civil.

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