A importância da estrutura familiar na organização da subjetividade
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Esta pesquisa foi desenvolvida sob orientação da epistemologia qualitativa. Nela, uma
tentativa de compreender as relações da estrutura familiar na organização da subjetividade da
pessoa, não formulando justificativas que levem o pesquisador a concluir a discussão teórica
do problema. Muito pelo contrário, considerando a inegável complexidade da constituição
individual, propõe uma abordagem teórica sobre o papel da família no desenvolvimento
psíquico. Foram aplicados instrumentos de pesquisa interativos (questionário, entrevista,
complemento de frases e redação), os quais forneceram indicadores de que a família exerce
importância fundamental na forma como a pessoa percebe a si mesmo e o mundo à sua volta.
Apresenta, também, uma breve discussão acerca dos impactos negativos ou positivos nas
relações parentais (pai-filho, filho-pai, mãe-filho, filho-mãe, pai-mãe, mãe-pai), na
estruturação da auto-estima cujo comprometimento repercute nas relações afetivas e sociais
da pessoa. Não obstante as dificuldades naturais encontradas ao longo da vida individual, a
família opera influentemente sobre o modo como a subjetividade é organizada. Cada membro
apresenta formas distintas de comportamento, possuindo sistema afetivo próprio e, de igual
forma, modos particulares de pensar, agir e sentir, fatores estes que influenciam na formação
do seu sentido subjetivo. Há uma busca frenética e continuada pela elaboração de soluções
que facilitem o processamento destas operações subjetivas. Assim nascem os processos de
construção das soluções criativas como instrumentos mediadores no processo de
enfrentamento da complexa tarefa de viver em sociedade.