A guerra fria no cinema hollywoodiano
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A representação dos acontecimentos domina a apresentação dos fatos no cinema militar-industrial. Durante a Guerra Fria, período de bipolarização mundial originada na divergência entre capitalistas (liberados pelos estadunidenses ) e socialista (liderados pelo soviéticos), o poder real dividiu-se entre a logística das armas e a logística das imagens e dos sons. A propaganda da Guerra Fria se esforçava por incutir na sociedade a superioridade deste ou daquele sistema. Neste período, Hollywood refreou os filmes de espetáculo meramente por espetáculo, em ascensão, e investiu nos filmes propaganda. Duas modalidades se destacaram mais: os filmes de espionagem que passaram a ser fortemente impregnados pelo clima anti-soviéticos e os filmes de ficção científica, que refletiam a inquietação dos estadunidenses, obcecados pela eminente Guerra Nuclear e as Corridas Armamentista e Espacial. O objetivo deste estudo é analisar a propaganda anti-soviética- um serviço cinematográfico dos exércitos, encarregado de garantir propaganda dirigida às população civis, visando promover o capitalismo estadunidense- embutida nos filmes hollywoodianos na última década da Guerra Fria.