Influência da variabilidade cardíaca em equinos de enduro: revisão sistematizada na literatura
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A seguinte revisão de literatura sistematizada foi feita através da análise de trabalhos
disponibilizados das bases de dados PUBMED e SciELO que foram selecionados por meio dos
seguintes palavras-chaves: heart rate; horses; variabilidade cardíacạ; endurance. Nesse sentido,
foram selecionados artigos científicos que reiteram a importância da frequência cardíaca em
cavalos atletas para fins de condicionamento e, portanto, um bom rendimento principalmente
no enduro equestre. Observa-se que nas provas de enduro, além da velocidade, um dos
principais pilares é garantir o bem-estar e saúde do cavalo, em conjunto com uma boa
performance na corrida. Assim, a distância é dividida em anéis, sendo obrigatório a passagem
no Vet Check para avaliar parâmetros fisiológicos, dentre eles, o mais importante é a avaliação
da frequência cardíaca do animal. Para isso, é de extrema importância entender a influência da
variabilidade cardíaca, oscilação no intervalo dos batimentos cardíacos, no rendimento do
equino. Uma vez que, o cavalo após percorrer o anel tem em média 20 minutos para reduzir a
sua frequência cardíaca em 64 batimentos por minuto, antes de entrar na inspeção veterinária,
essa redução é uma forma de medir o quão condicionado o cavalo está e quanto maior o
condicionamento físico do animal, maior a sua variabilidade cardíaca. Dessa forma, a
variabilidade da frequência cardíaca se mostra um indicador da boa atuação do sistema nervoso
autônomo, responsável pela manutenção da homeostase no organismo. Isso se comprova
através de estudos, em que foi analisada a influência do aumento da frequência cardíaca com o
progressivo aumento da intensidade do treino. Dessa maneira, a frequência cardíaca de cada
cavalo tem um limite máximo e cavalos apresentam um limite máximo maior, apresentam uma
melhor aptidão e condicionamento para os treinos de determinado esporte. Além disso, há uma
relação na recuperação cardíaca do animal e a sua frequência cardíaca de descanso. Essa
associação foi avaliada na realização de um experimento com 7 cavalos puro sangue árabe e
cruza árabe, constatando-se que quanto menor a frequência cardíaca no descanso, melhor e mais
rápida será a recuperação cardíaca, e menos tempo será preciso para conseguir baixar os
batimentos do animal. Outrossim, a variação da frequência cardíaca associada a recuperação
mais rápida depende de fatores como: idade do cavalo, aspectos ambientais no dia da corrida,
duração dos treinos e qualidade da trilha. Nesse sentido, treinos de longa duração rotineiramente
condicionam o cavalo a uma redução da frequência cardíaca durante exercícios, além de uma
melhor recuperação. Enquanto as condições climáticas, como maior umidade e temperatura,
estão relacionadas a um aumento da frequência respiratória e portanto, uma maior frequência
cardíaca. Conclui-se que a baixa variabilidade da frequência cardíaca e baixa recuperação
cardíaca após exercício é um bom indicador para fadiga do equino, confirmada na experiência
com cavalos de quatro a seis anos árabes e cruza-árabes. Consequentemente, a alta variabilidade
da frequência cardíaca se prova uma boa seleção para identificar os cavalos que são capazes de
desempenhar uma alta performance no enduro, pois é associada a uma rápida recuperação
cardíaca após o exercício.