Como a contação de história pode promover processo de desenvolvimento e aprendizagem na criança hospitalizada
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O hospital é naturalmente um ambiente estressante e, quando envolve a internação de crianças
e adolescentes, a gravidade da doença, o período prolongado de internação, as normas de
hospitalização e o afastamento de sua rotina diária podem gerar graves problemas
psicológicos. O sofrimento e a dor da internação podem ser reduzidos com a humanização do
ambiente hospitalar, sobretudo com o brincar, que resgata a dignidade do ser humano e cuida
do bem estar do enfermo. Nesse contexto, com alegria, bom humor e dedicação de seus
voluntários contadores de história, nasce a Associação Viva e Deixa Viver, que tem produzido
experiências positivas na transformação do ambiente hospitalar, tornando-o mais descontraído
e humano, o que tem estimulado também a criatividade e o prazer da leitura em crianças e
adolescentes hospitalizados. O presente trabalho tem como objetivo geral investigar o
contexto da contação de história no desenvolvimento de processos psicológicos superiores da
criança hospitalizada. A metodologia qualitativa usada na pesquisa foi desenvolvida no
Hospital Regional da Asa Sul em Brasília – HRAS, entrevistou um contador de história do
Viva e observou sua interação com várias crianças e adolescentes enfermos. Por meio da
teoria desenvolvida por renomados autores como Piaget, Vygostsky, Winnicott, Wallon,
dentre outros, pôde-se fundamentar os resultados e conclusões deste trabalho, que foram
plenamente satisfatórios. Observou-se claramente que a contação de histórias, por meio do
lúdico, estimula o raciocínio abstrato, a atenção voluntária e o hábito da leitura, que
contribuem para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças.