Comida e arte: prevalência de desenvolvimento de transtornos alimentares em dançarinos

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Os transtornos alimentares são considerados doenças psicológicas encontradas com frequência em dançarinos. Isso se dá devido a uma busca incessante por um padrão de corpo magro, caracterizado por uma baixa quantidade de massa adiposa e baixos níveis do índice de massa corporal, considerado perfeito dentro do cenário da dança artística. Devido a uma grande preocupação com a estética e imagem corporal, isso se torna um gatilho para o desenvolvimento dos distúrbios alimentares ao longo do tempo. A partir do desagrado com o próprio corpo, os problemas de distorção da própria imagem, dietas exageradamente restritivas e jejuns de longo prazo podem evoluir para o surgimento de uma anorexia. Com esses sintomas, podem ocorrer episódios em que o indivíduo ultrapassa seus níveis de saciedade e, após a refeição, se sente com a consciência pesada por conta da quantidade ou qualidade do alimento ingerido. Desse modo, é criada uma oportunidade para o desenvolvimento de bulimia, transtorno caracterizado por vômitos intencionais após grandes refeições. O estudo teve como objetivo principal investigar a prevalência de transtornos alimentares em dançarinos, com idade entre 18 a 33 anos, residentes de Brasília-DF, atuando nesse meio por no mínimo 6 meses. Trata-se de uma pesquisa do tipo transversal e descritiva, com a coleta de dados sendo feita através de um formulário na plataforma online Google Forms, o qual teve o intuito de agrupar informações como idade, tempo de prática na área da dança, relacionamento com o alimento e imagem corporal através de questões de múltipla escolha sobre assuntos relacionados a transtornos alimentares. Foi desenvolvida pelo Centro Universitário de Brasília e os participantes puderam responder ao formulário de qualquer lugar de forma rápida, por meio de dispositivos eletrônicos com acesso a internet. Por meio dessa ferramenta foram coletados um total de 22 (vinte e duas) respostas em que 77,3% das participantes eram do sexo feminino. Analisando os dados constatou-se que 31,8% possui uma possivel prevalência de desenvolver transtornos alimentares entre participantes do sexo feminino, e com a análise do EAT-26 observou-se que apenas mulheres apresentaram EAT positivo. Dessa forma, por mais que o número de pessoas com índice a ter ou desenvolver transtornos alimentares não passaram da metade, ainda sim é um número relevante que compreende a existência de uma insatisfação e distorção de imagem. Considerando esses fatos é de suma importância o incentivo de mais estudos sobre o assunto, para que mostre a pertinência do acompanhamento nutricional.

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