Ecofisiologia e anatomia foliar de Dalbergia miscolobium Benth em duas fitofisionomias do cerrado
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Os cerrados do Brasil Central apresentam várias fitofisionomias distintas
na composição e predominância dos estratos herbáceo e arbustivo-arbóreo. O
objetivo deste estudo foi avaliar a germinação, estabelecimento e
desenvolvimento de Dalbergia miscolobium Benth e comparar a anatomia foliolar
de indivíduos jovens dessa espécie, em duas fitofisionomias típicas do cerrado, o
campo sujo e o cerrado sensu stricto. O experimento foi implantado em
29/10/1999 durante a estação chuvosa na Fazenda Experimental da UnB. As
sementes de foram plantadas nas duas fitofisionomias, sendo vistoriadas
mensalmente, onde foram observados altura, número de folhas, diâmetro e
herbivoria. Para os cortes anatômicos, folhas adultas de indivíduos foram
amostradas de cinco plantas no Cerrado sensu stricto e dez no Campo Sujo e
cinco plantas de cada ambiente para a análise estomática. Os resultados
mostraram que a emergência foi baixa com 32% no campo sujo e 38% no cerrado
sensu stricto e, das plantas que germinaram, apenas 26% e 19% permaneceram
vivas após 3 anos e 9 meses respectivamente nas duas fitofisionomias. A planta
perdeu suas folhas na época seca e atingiu o máximo número de folhas no período
chuvoso, com média de 6 folhas no campo sujo e 5 no cerrado sensu stricto e com
comprimento médio, em torno de 20,9 e 14,31 cm em campo sujo e cerrado sensu
stricto respectivamente. A herbivoria esteve oscilando entre 0 e 0,63 % nas duas
fitosionomia, rebrotando rapidamente com o início da estação chuvosa. As
medidas realizadas da anatomia apresentaram diferenças significativas. Portanto,
D. miscolobium mostrou capacidade de se estabelecer nos dois ambientes e
apresenta adaptações anatômicas distintas no cerrado e campo sujo, que podem
estar relacionadas às diferenças de intensidades luminosas nesses ambientes e/ou
de diferenças de exposição ao déficit hídrico.