Câncer de mama: fatores de risco e prevenção
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O câncer de mama é uma das principais causas de morte entre as mulheres de
todo o mundo, perdendo apenas para doenças coronárias e acidentes do dia-a-dia.
Fatores reprodutivos, dieta, estilo de vida e sobretudo, a hereditariedade – inclusive à
luz da farmacogenética, tão pesquisadas atualmente - têm sido considerados
premissas fundamentais para avaliação de risco. Desta forma, os fatores de risco para
o desenvolvimento da doença decorrem de uma estreita relação entre genética e meio
ambiente, sendo que neste último caso podem ser evitados a partir de mudanças no
estilo de vida. Tais mudanças englobam, dentre outros, alimentação balanceada,
prática de exercícios físicos, abstinência do consumo de cigarro e bebidas alcoólicas e
exposição mínima a agentes cancerígenos, como radiações ionizantes. Trabalhos
exaustivamente explorados na área de reprodução, como a menarca precoce,
menopausa tardia, idade do primeiro parto, paridade e reposição hormonal, têm
evidenciado que estes fatores mantêm uma estreita relação com o câncer de mama. A
história familiar e raça também constituem fatores extremamente importantes, uma
vez que genes já bem caracterizados em determinadas famílias, ou mesmo
distribuídos, com alta freqüência, em algumas populações podem favorecer o
aparecimento da doença. Complementando, ainda, às mudanças relacionadas ao estilo
de vida, testes de triagem, como a mamografia, exame clínico e auto-exame podem
proporcionar um aumento da expectativa de vida e redução da morbi-mortalidade das
mulheres. Portanto, tanto a mudança do estilo de vida, quanto a periodicidade dos
exames aconselhados, dependem de medidas educacionais informativas que visam o
aprendizado dos métodos preventivos, visto que grande parte da população não tem
acesso aos mesmos. A valorização destes hábitos, tanto por meio das autoridades
governamentais como por iniciativa própria, seguramente visam a promoção da saúde
da mulher dentro de seu contexto familiar e social.