A responsabilização da multinacional acerca do trabalho análogo ao escravo na cadeia produtiva das empresas de fast fashion no Brasil
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O presente trabalho analisa a cadeia terceirizada decorrente do modelo de produção: fast fashion. Sistema de produção utilizado pela indústria da moda como forma de se adequar a nova estratégia de mercado, tendo em vista que com a globalização surge uma ideologia baseada no individualismo e egocentrismo, onde a ação de consumir é a principal forma de se alcançar a felicidade e ser aceito no âmbito social. Desse modo, através de pesquisas bibliográficas, doutrinárias, artigos científicos e legislações, esse trabalho de conclusão de curso tem como objetivo indicar, que em alguns casos, o meio de produção: fast fashion é adotado pela empresa multinacional como uma forma de abster-se de encargos trabalhistas, subcontratando oficinas clandestinas (facções) que condicionam seus trabalhadores em estados degradantes, ocorrendo, portanto, a coisificação do trabalhador, uma vez que nessas situações não se reconhece a dignidade da pessoa humana. E assim, expor que o atual modelo de responsabilização civil ainda não atende de forma eficaz às necessidades de amenizar e reparar violações existentes dentro da cadeia interna.