Os sussurros: Orlando Figes pela Rússia de Stalin
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O objetivo deste trabalho é fazer uma discussão acerca da destruição da
individualidade dos sujeitos russos, durante o período da Revolução Russa, dandose
ênfase para os anos 1937-1938, período denominado de “o grande medo”. A
principal fonte de informação é a obra Sussurros: a vida privada na Rússia de Stalin,
de Orlando Figes, da qual são selecionados relatos dos sobreviventes do regime
totalitário stalinista. O aporte teórico principal é o pensamento da filósofa política
Hannah Arendt, sobretudo a discussão da morte do indivíduo no contexto do
totalitarismo. Procedeu-se à pesquisa documental, utilizando-se sobretudo os relatos
já documentados na obra de Orlando Figes. Considera-se, a partir da análise dos
relatos, que o regime totalitário stalinista utilizava, em suas propagandas, o medo
como símbolo e como instrumento de dominação total, silenciando vozes com vistas
à estabilidade social e política. O terror levado a cabo implicava assassinato da
consciência da própria individualidade. O indivíduo, como vítima do regime, perdia
toda a textura social na qual havia nascido. Isso é dizer que perdia a sua cidadania.
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LUCENA, José Rubevan de Oliveira. Os sussurros: Orlando Figes pela Rússia de Stalin. 2016. 56 f. Monografia (Especialização em História) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016.