Desafios para a definição e tratamento dos psicopatas na legislação brasileira: uma análise do caso Richthofen
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Este trabalho tem como objetivo abordar o tema da psicopatia e a dificuldade do Direito Penal
em lidar com os criminosos psicopatas, uma vez que não é fácil diagnosticá-los, tendo como
pano de fundo o caso Richthofen. Através do estudo bibliográfico foi feita uma análise
buscando conceituar o termo correto da psicopatia, suas principais características, como e
quando se dá o diagnóstico desse suposto transtorno, a possibilidade de tratamento e a
punição para um criminoso considerado psicopata. Uma tarefa que se mostra complexa visto
que após estudos percebe-se que embora cometam crimes, os psicopatas não sentem remorso
pelo que fazem e não demonstram empatia pelas pessoas, demonstrando assim personalidade
extremamente cruel. Ocorre que no ordenamento jurídico brasileiro não há uma legislação
específica para crimes cometidos por esses indivíduos, apenas existe como possibilidade de
punição a pena privativa de liberdade ou a medida de segurança. Entretanto, devido ao seu
comportamento não entendem a punição como uma maneira de demonstrar arrependimento.
Além de trazer elementos como imputabilidade, inimputabilidade e semi-imputabilidade,
aborda o caso emblemático de assassinato do casal von Richthofen, comandado pela própria
filha, Suzane Louise von Richthofen, que desperta o interesse de muitos psicólogos,
psiquiatras e penalistas devido ao comportamento semelhante da criminosa com o dos
psicopatas e a dificuldade em comprovar que de fato ela se enquadra nesse grupo. Por fim, o
presente trabalho tem como intuito entender as características desses indivíduos, suas atitudes,
a maneira de identificá-los, e, tentar discutir a melhor punição para esses casos.