Os impactos de padrões estéticos hegemônicos e modelos de feminilidade na subjetividade das mulheres
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O presente artigo teórico visa compreender os processos de construção social
do corpo feminino. A partir das discussões desenvolvidas pela Psicologia Cultural, buscar-se-á
averiguar os impactos dos modelos de feminilidade e padrões de beleza, veiculados pela mídia,
na subjetividade das mulheres. Tal problema de pesquisa vem sendo cada mais importante na
contemporaneidade, uma vez que o corpo é concebido a partir de suas características biológicas
e fisiológicas, mas também é intensamente perpassado pelo contexto social e cultural em que o
indivíduo se insere. Esse contexto, repleto de estereótipos que se fixam a partir de aparências
físicas, atribui aos indivíduos marcas de pertencimento e/ou imperfeição, promovendo certos
padrões a serem seguidos. As representações e a maneira em que os corpos e sistemas de signos
se manifestam acontecem em função e a partir de uma visão masculina predominante. Por meio
deste olhar masculino em relação as mulheres que as mesmas são transformadas em objeto
visual e simbólico, disponível para a contemplação, em uma constante dependência simbólica
e insegurança corporal, promovendo severas consequências.