Transporte privado individual de passageiros por aplicativo: análise da relação jurídica entre motorista e empresa (Uber)
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O desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias de comunicação possibilitaram o
surgimento de novas formas de prestação de serviços a nível global. Houve o aperfeiçoamento
da eficiência, conferindo celeridade aos processos e redução dos custos tanto para as empresas
quanto para os consumidores. Esta pesquisa analisa o tipo de serviço prestado pelos motoristas
de aplicativo, em especial, da empresa Uber, e os aspectos legais pelos quais as instâncias
trabalhistas interpretam a relação empregatícia entre estes para com as empresas prestadoras de
serviços na área de transporte privado urbano, por meio de aplicativo de transporte. A
metodologia utilizada consiste na análise de obras teóricas e instrumentos legais que discutem
acerca dos conceitos. A análise doutrinária e jurisprudencial se pautou no sentido de haver ou
não vínculo empregatício entre motoristas e empresas de transporte por aplicativo. O Tribunal
Superior do Trabalho (TST), de forma unânime, entende que o motorista de transporte privado
individual de passageiros por aplicativo é um trabalhador autônomo, sem relação empregatícia
com a empresa para qual presta serviço, tendo em vista a ausência dos pressupostos necessários
para a configuração do referido vínculo. Nesse contexto, torna-se necessária a regulamentação
específica, a exemplo de instrumento legal e jurisprudencial referenciados na pesquisa, que
estabelecem o regime de transporte privado individual de passageiros, em consonância com os
princípios da livre-iniciativa, da liberdade de concorrência e da proteção do consumidor.