A subjetividade do serial killer

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Este trabalho tem como objetivo demonstrar toda a influência do Positivismo lógico na maneira de se fazer e pensar em ciência, cujo conhecimento das áreas específicas traz como conseqüência a inabilidade em lidar com questões subjetivas nos casos de serial killers nas instituições jurídico-penal. As pessoas que cometem vários assassinatos estão submetidas a um regime inadequado e impróprio do ser humano, assim faz-se necessário trazer toda essa discussão epistemológica, filosófica, científica e psicológica para permitir uma melhor percepção de como é que o estado e seus aparelhos ideológicos influenciam e fazem parte de toda uma configuração subjetiva de um ser humano. Não são apenas os fatores determinantes e mecanicista que levam os indivíduos a serem serial killers. Mas se tornam frente a todas as relações que os mesmos possuem durante as histórias de vida, responsáveis pela produção de sentidos subjetivos, capazes de produzir novos sentidos a cada experiência vivenciada e que muitas vezes são conflitantes com significados expressos culturalmente. Concluí-se que o primeiro passo é buscar fazer ciência de maneira diferente, considerando os aspectos subjetivos, por meio da pesquisa qualitativa, para então pensar numa possível possibilidade de intervenção sobre estas pessoas.

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