Ensaio sobre a genealogia da angústia: reflexões sobre a teoria de Kierkegaard, Freud e neurociência

dc.contributor.authorCavalcante, Jorge Augusto Gomes
dc.date.accessioned2020-09-14T13:06:15Z
dc.date.available2020-09-14T13:06:15Z
dc.date.criacao2020-09-14
dc.date.issued2020
dc.description.abstractIntrodução: O estudo da temática angústia é, desde a sua origem, objeto de inúmeros campos do saber, fato esse que historicamente culminou em uma multiplicidade de olhares sobre o assunto. Em decorrência disso, em vez de dialogarem, tais campos do saber muitas vezes são interpretados de forma isolada, como que em uma tentativa de se encontrar um modelo teórico único que explique toda a imensidão do tema. Além disso, ainda do ponto de vista histórico, um dos elementos dificultadores consiste no fato de haver, por causa do supramencionado, uma gama de conceitos, muitas vezes próximos, mascarados por léxicos distintos, o que, à primeira vista, inviabiliza a comunicação. Objetivo: O objetivo deste trabalho é, pois, apropriando-se do conceito de fenômeno para descrever a angústia, encontrar um lugar comum para as teorias de Kierkegaard, de Freud e da Neurociência, permitindo assim o diálogo. Materiais e Métodos: Para tal, optou-se por se utilizarem as bases metodológicas da dialética materialista e idealista, resultando-se em um esforço de revisão teórica que permitisse, acima de tudo, a complementação dos objetos de estudo. Desenvolvimento: Tendo-se como marco teórico a obra O conceito de angústia de Kierkegaard e utilizando-se de obras literárias como instrumentos de acesso ao campo simbólico, este trabalho discorre sobre a formação metapsicológica da angústia, sobre as relações que o sujeito estabelece com o tempo, sob a óptica narcísica e do campo imaginário, assim como os vínculos que a angústia traz no tangente às pulsões, aos objetos, ao nada, às faltas, aos vazios e aos perigos potenciais tão discutidos no âmbito neurocientífico. Também aborda conceitos relacionados aos neurotransmissores e circuitos cerebrais envolvidos na produção do fenômeno. Conclusões: Esta monografia conclui que a angústia se trata de um fenômeno inerente ao ser humano para o qual a abordagem teórica impreterivelmente deva ser transdisciplinar. Chega-se também à conclusão de que a psiquiatria, enquanto especialidade médica responsável pelo o tratamento do adoecimento mental, pode encontrar diálogo teórico e prático nos discursos biológico, filosófico-existencial e psicodinâmico.pt_BR
dc.identifier.orientadorBortoli, Renata Faccopt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.uniceub.br/handle/prefix/14176
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherUniCEUBpt_BR
dc.subjectAnsiedadept_BR
dc.subjectPsicanálisept_BR
dc.subjectFilosofiapt_BR
dc.subjectNeurociênciapt_BR
dc.subjectPsiquiatriapt_BR
dc.titleEnsaio sobre a genealogia da angústia: reflexões sobre a teoria de Kierkegaard, Freud e neurociênciapt_BR
dc.typeTCCpt_BR

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