Ativismo judicial: a atuação do Supremo Tribunal Federal diante dos casos difíceis
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O presente estudo tem por objeto a análise do fenômeno do Ativismo Judicial no âmbito do
Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e jurisprudencial para
chegar ao objetivo final, qual seja, identificar o Ativismo em dois casos difíceis julgados pelo
referido Tribunal. Inicialmente, foi abordado o princípio da Separação dos Poderes, uma vez
que o Ativismo Judicial pode ser considerado uma disfunção Judiciária, ocorrendo quando há
“legislação positiva”. Em seguida, foi analisado o Ativismo Judicial no sistema do Commom
Law, onde é mais difícil reconhecê-lo, na medida em que nesse sistema os juízes “criam” o
Direito, juntamente com o legislador. Já o ativismo no sistema Romano-Germânico, em que
vigora o sistema do Civil Law, é identificado com mais facilidade, uma vez que as funções
são mais demarcadas. E, finalmente, foi pesquisado o que é um caso difícil, sob a ótica de
Ronald Dworkin, bem como feita a distinção entre ativismo e judicialização política, para,
enfim, chegar aos casos concretos no STF: Fidelidade Partidária e o Estatuto da Igualdade
Racial, a fim de estabelecer se houve ativismo judicial nos casos em questão.