Relativismo cultural e Direitos Humanos: a República Islâmica do Irã perante o sistema de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
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Buscar-se-á nesta monografia analisar em que medida a cultura própria de um país se
choca com as normas internacionais adotadas na esfera da ONU a respeito de direitos
humanos, ou seja, o papel do relativismo cultural perante as obrigações estipuladas pela
organização, neste caso, em relação ao Irã. O fato de que o Irã é governado sob um regime
fundamentalista islâmico compreende um quadro de complexidade intenso, caracterizado por
condições econômicas, políticas, sociais, ideológicas e religiosas, que se combinam em
proporções variáveis e criam situações, muitas vezes, levada à conflitos no cenário
internacional. Os atos justificados pelo Islã não se aplicam aos direitos mínimos considerados
para a dignidade humana que fora estipulado pelas Nações Unidas. Assim, o debate entre
universalismo versus relativismo, é filtrado para uma análise entre as concepções Ocidentais
versus Islã, e tendo em conta o histórico, a cultura e fatos sociais, estas duas comunidades
diferem-se na maneira de como analisar o cenário internacional, bem como o valor do papel
das pessoas na sociedade. Através de resoluções emitidas pelos mecanismos das Nações
Unidas, o trabalho vai analisar os atos que são cometidos pelo Irã. Tais mecanismos ditam
como os direitos humanos são tratados neste país, e são feitas recomendações para
implementar os princípios presentes nas obrigações assumidas pelo Irã, como o Pacto
Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos,
Sociais e Culturais, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação
Racial e a Convenção sobre os Direitos das Crianças. Além da avaliação a partir da
perspectiva desses quatro acordos, a ONU vai avaliar a forma como, em outros aspectos, é a
situação da dignidade humana na antiga Pérsia.