A subjetividade social de um órgão da administração pública federal a partir da narrativa de seus servidores

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Ainda há muito que se aprofundar quanto aos desdobramentos comportamentais dos servidores públicos a partir do sistema profissional rígido e burocrático da administração pública, pautado pelo princípio da legalidade, responsável por limitar muitas das possibilidades de ação e de criatividade. Ademais, faz-se necessária a investigação sobre como o espaço laboral público, dotado de características peculiares, se interrelaciona com os servidores públicos federais. Diante disso, o objetivo deste estudo é compreender, sob o prisma da Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey, os diferentes aspectos da configuração da subjetividade social expressos nos discursos e práticas sociais em uma organização da administração pública federal, bem como suas implicações na produção subjetiva do servidor público. A pesquisa foi conduzida por meio da metodologia construtivo-interpretativa da Epistemologia Qualitativa de González Rey, onde foram ouvidos três servidores públicos federais. A partir das narrativas dos participantes deste trabalho, pela análise de suas produções subjetivas foi possível formular a tese de que a subjetividade social do servidor público federal, não somente do órgão estudado, mas da administração pública federal de forma geral, expressa-se de forma predominante a partir do constante confronto entre os interesses e as necessidades políticas e técnicas, das quais emergem diversas outras expressões de sua configuração subjetiva.

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LAGO, Alysson de Carvalho Pinheiro. A subjetividade social de um órgão da administração pública federal a partir da narrativa de seus servidores. 2023. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2023.

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