Há indicação da suplementação de glutamina para pacientes com câncer no trato gastrointestinal?
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A glutamina, aminoácido livre mais abundante no organismo humano, está associada a funções imunológicas, balanço nitrogenado e fonte de energia para reprodução de células da microbiota intestinal e do sistema imune. Em estudos relacionados a terapias oncológicas, a suplementação desse aminoácido tem sido associada à prevenção de complicações durante o tratamento ou após as cirurgias, como mucosites, infecções que acometem o intestino e que podem dificultar o quadro do paciente devido à redução de absorção de nutrientes e da ingestão alimentar, além de alteração nos marcadores inflamatórios. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia da suplementação de glutamina em tratamento de câncer do trato gastrointestinal, seja em pré-operatório, pós-operatório ou perioperatório, além de associação com quimioterapias e radioterapias, em seres humanos portadores de algum tipo câncer do sistema digestório. Dentre os resultados, houve melhora e redução de incidência em mucosites de pacientes que portam algum tipo de câncer do trato gastrointestinal; outros, a partir do uso de solução de imunonutrição, obtiveram resultados positivos para prevenção de complicações pósoperatórias. No entanto, outras pesquisas demonstraram resultados contraditórios a estes citados e, dessa forma, não houve conclusão para a recomendação segura de glutamina associada a esse tipo de tratamento, visto que as afirmações se mostraram controversas, e se observa maior necessidade de estudos para que se alcance recomendações mais assertivas.