Os óbices ao avanço da prática da consensualidade nas contratações públicas
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Abstract
É comum que agentes públicos que lidam com contratações governamentais se
deparem com situações em que decidir tão somente com base na literalidade da lei,
na unilateralidade e mediante uso do poder extroverso não se traduz na obtenção de
uma solução que melhor atenda ao interesse público. Por vezes, faz-se necessário
adotar uma alternativa consensual com os interessados e que esteja em consonância
com o princípio da juridicidade administrativa e com o princípio constitucional da
eficiência. Assim, este trabalho busca identificar as barreiras à disseminação da
prática da consensualidade, a fim de que esses obstáculos possam ser removidos,
com o fito de ampliar o escopo de decisão do agente público, por meio da busca de
soluções que efetivamente estejam orientadas à eficiência nas contratações públicas.
Do ponto de vista metodológico, o trabalho compreende a discussão teórica das
hipóteses, mediante pesquisa bibliográfica e documental; e a pesquisa empírica,
realizada por meio da aplicação de questionários estruturados a servidores públicos
que lidam com contratações no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e no TCU.
Os resultados encontrados demonstram que se tem como barreiras à disseminação
da prática da consensualidade nas contratações públicas: (i) a prevalência da visão
atávica da supremacia do interesse público a priori; (ii) a necessidade de superação
do apego ao legalismo estrito, com a consequente vinculação ao princípio da
juridicidade pela Administração; e (iii) o receio por parte de servidores públicos no
recebimento de questionamentos e sanções de órgãos de controle na adoção de
instrumentos consensuais, dada a sua natureza de maior aproximação com o
particular, bem como a existência de disfunções na atividade controladora, em razão
de um suposto viés punitivista.
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Citation
FREITAS, Alexandre Mattos de. Os óbices ao avanço da prática da consensualidade nas contratações públicas. 2022. Dissertação (Mestrado em Direito) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2022.