Estudo de casos: direito ao esquecimento x direito à informação
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Por meio de estudo de casos, este trabalhoobjetiva uma análise do chamado direito ao esquecimento, reveladopara beneficiar,aqueles queem algum momento da sua vida passada cometeram atos criminosos, dos quaisjá pagaram a “dívida” com a sociedade e desejam ser esquecidosapóso lapso de tempo.Este direito ganhounotoriedade através do Enunciado 531,de 2013, do Conselho de Justiça Federal.Além dos ex-condenados, visatambém,aproteçãode qualquer pessoa que fora envolvido em situações trágicase constrangedorasno passado e desejam não serem lembradaspor isso.A fundamentação se baseiano princípio da dignidade da pessoa humana e nos direitos da personalidadeà imagem, à honra, à vida privada e à intimidade. O ponto central émostrarque apesar de não poder reescrever ou apagar o passado, existe apossibilidade de se regular o uso que se faz de histórias de crimes pretéritos, e fiscalizar o modo e a finalidadeque estesfatos são relembrados, para evitarque canais de informaçãofaçam uma exploraçãoindevida das desgraçasda vida privada,com o simples intuito desatisfazer a curiosidade alheia. O direitoao esquecimentosurgetambém, como um aliado importante para contribuir na ressocialização do ex-detento, uma vez que, o esquecimento facilita a reintegração da pessoa na sociedade. A principal questão é o método para solucionar os conflitos dos direitos fundamentais envolvidos, pois de um lado tem-se o princípio da dignidade e os direitos da personalidade e, de outro, o direito constitucional e democrático da liberdade de expressão e informação.Para elucidar o conflito, parte dadoutrina e jurisprudência sugerem técnicasde ponderação,de modoque possaajudara chegar a uma solução justa,adepender decada caso concreto.
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DALL'ASTTA, Jade Coelho. Estudo de casos: direito ao esquecimento x direito à informação. 2017. 63 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.