Formação de equivalência: comparação do procedimento em matching-to-sample com sequência intraverbal
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
O presente estudo teve como objetivo comparar os resultados obtidos após aplicação do
procedimento clássico de formação de equivalência e do procedimento alternativo de
seqüência intraverbal. Participaram do estudo 12 crianças com idades entre nove e 11 anos,
durante um total de 10 dias. Foi feito um levantamento teórico e experimental da literatura
analítica-comportamental sobre os fenômenos envolvidos no procedimento de treino em
Matching-to-Sample (MTS) e no procedimento de treino em Seqüência intraverbal. Na
literatura consta que o procedimento de treino em MTS produz discriminações condicionais e
no procedimento de treino em Seqüência intraverbal produz discriminações simples e habilita
respostas intraverbais relacionadas a estímulos dissimilares específicos. A finalidade desse
estudo foi avaliar dentre as contingências de treino distintas – MTS e Seqüência intraverbal –
qual apresentaria melhores resultados na formação de classes de equivalência. Também foram
comparados os efeitos de utilizar, no experimento, estímulos desconhecidos (ao participante)
e de mesma categoria (Estudo 1), e estímulos já conhecidos e de categorias diferentes (Estudo
2). O experimento realizado teve apenas duas sessões por participante, uma para cada um dos
dois procedimentos de treino, seguidos de testes. O procedimento de treino visava formar
duas classes contendo três estímulos cada. Aos participantes foram instruídas as contingências
vigentes e treinadas pelos dois procedimentos. Logo após o treino, foram aplicados, pelo
procedimento de MTS, testes de relações emergentes entre estímulos. Os participantes do
Estudo 1 apresentaram dificuldades na formação de classes de equivalência, sendo que apenas
um participante conseguiu formá-las após procedimento em MTS, enquanto
aproximadamente dois participantes conseguiram formá-las pelo procedimento em Seqüência
intraverbal. No Estudo 2, dois de três participantes formaram equivalência pelo procedimento
de treino em MTS e nenhum pelo procedimento de treino em Seqüência intraverbal. Como
conclusão, não foi possível testar a hipótese do Estudo 1 por não haver resultados
consistentes. No entanto, foi possível concluir que o procedimento em MTS produz melhor
desempenho quando os estímulos são de categorias diferentes e já são conhecidos pelo
participante (Estudo 2). A presente pesquisa confirma a relevância de análise teórica e
implicações práticas quanto às pesquisas por procedimentos de treinos alternativos que
também podem ser utilizados na formação de classes de equivalência.