Protagonismo em saúde mental e sofrimento psíquico

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A presente pesquisa aborda o protagonismo de usuários no campo da saúde mental. Teve como objetivo investigar e compreender estratégias de produção de autonomia, empoderamento e recovery de facilitadores de grupos de ajuda e suporte mútuo em saúde mental e participantes de movimentos sociais em saúde mental no DF. Como objetivo específico foram analisadas estratégias de empoderamento de pessoas que vivenciaram ou vivenciam sofrimento psíquico. Para investigação foi utilizado método qualitativo e produção de informações qualitativas por meio de narrativas. A análise das informações qualitativas foi a partir da hermenêutica de profundidade baseada em Demo (2001). Para isso, foram realizadas 3 etapas: análise sócio-histórica, análise formal/discursiva e interpretação e reinterpretação. Nestas etapas, as análises foram organizadas em 3 constelações de sentido a partir da compreensão de uma trajetória: a retomada de si, o percurso na militância e a ajuda mútua, o trabalho e a autonomia. A partir destas, foi possível compreender que as estratégias de produção de autonomia, recovery e empoderamento são múltiplas. A reinterpretação possibilitou refletir acerca da relação do racismo na produção de sofrimento psíquico. Além disso, a educação popular surgiu como um espaço fundamental na desconstrução do estigma relacionado à loucura. Essas estratégias apresentam uma confluência e envolvem a necessidade de ampliação da RAPS para melhor alcance de pessoas em sofrimento psíquico no território.

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