Uso do Ribociclibe em pacientes com câncer de mama RH+, HER2- comparado à terapia hormonal isolada

Abstract

O câncer de mama com receptores hormonais positivos (RH+) e HER2-negativo é o subtipo mais prevalente, porém ainda apresenta risco considerável de recorrência nos estágios iniciais, mesmo com a terapia endócrina (TE) isolada. Os inibidores de CDK4/6, como o ribociclibe, surgiram para superar a resistência à TE, demonstrando eficácia significativa no cenário metastático e motivando estudos em contextos adjuvantes. Trata-se de uma revisão de literatura, que utilizou de bases de dados como PubMed e Cochrane, analisando mulheres com cânceres com receptores hormonais positivos (RH+) e HER2-negativo nos últimos 5 anos. Foi demonstrado que, em mulheres pós-menopáusicas com doença avançada, o ribociclibe, quando associado ao letrozol (terapia hormonal) reduziu em 44% o risco de progressão ou morte, tendo a neutropenia de grau 3/4 como evento adverso mais comum, mas ainda manejável. Além disso, estudos demonstraram que o ribociclibe apresenta relevante função curativa, evidenciando um aumento da sobrevida livre de doença invasiva em três anos nas pacientes analisadas. Portanto, demonstra-se que o Ribociclibe representa uma opção terapêutica promissora no câncer de mama HR+, HER2-, especialmente em pacientes com alto risco de recorrência, embora os efeitos em longo prazo ainda necessitem de mais estudos estabelecidos.

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CARMO, Gabriel Salomão Mendes do et al. Uso do Ribociclibe em pacientes com câncer de mama RH+, HER2- comparado à terapia hormonal isolada. Revista de Acadêmicos e Egressos da Medicina: RAMED, Brasília, v. 3, n. 2, 2025.

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