Trabalho psicológico sobre o processo da morte e do morrer de crianças no contexto hospitalar
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O conceito de morte percorreu um Longo caminho durante
Os anos e, ao chegar nas sociedade ocidentais, percebeu-se uma camuflagem diante desse tema, deslocando sua vivência de espaços comuns para a realidade tecnológica e privada dos hospitais. Essa rotina hospitalar rígida acaba privando os pacientes de contato com atividades e pessoas amadas e, no caso de crianças e adolescentes exprime um atraso em seu desenvolvimento. Em crianças e adolescentes com doenças sem possibilidade terapêutica de cura, suas vozes passam a ser silenciadas, tendo uma relação com seus familiares e profissionais de saúde baseadas no não-dito e segredo.
Buscou‐se analisar o processo da morte e do morrer de crianças através de revisão bibliográfica, articulada à análise do filme “Uma prova de amor”, tomado aqui como estudo de caso.
A análise foi feita a partir da leitura sistemática da literatura e reflexão do filme, possibilitando criar categorias temáticas, e articular os temas mais relevantes. Foi observado que cada pessoa e cada família vivencia a hospitalização e o processo da morte de formas diferentes. Em geral, a morte de crianças e adolescentes é mais dificilmente aceita, abrindo espaço para o enfrentamento focado na negação.
Em geral as crianças sabem que o momento de sua morte está se aproximando, e possuem maior disponibilidade emocional para se despedir de seus familiares.
Assim, o trabalho psicológico é de extrema importância, possibilitando a expressão de sentimentos, sendo necessário ainda trabalhar em si e nos outros profissionais de saúde os sentimentos de impotência e confrontação com sua finitude.