Desvio portossistêmico congênito em cães: revisão de literatura
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Desvios portossistêmicos são a anomalia vascular mais comum em cães.
Tanto na forma congênita quanto na adquirida causam sérios efeitos indesejáveis
nos animais acometidos, sendo de extrema importância seu diagnóstico e
tratamento o mais rapidamente possível, caso contrário, as chances de óbito são
grandes. O presente trabalho tem como propósito esclarecer suas possíveis causas,
sinais clínicos, diagnósticos e tratamentos. Os principais sinais clínicos são
neurológicos, gastrointestinais e urinários. Dentre as formas de diagnósticos
utilizadas estão: ultrassonografia, tomografia computadorizada, cintilografia portal
transcolônica e transplênica, portografia mesentérica intra-operatória, e exames
laboratoriais, como: hemograma, dosagem de ácidos biliares, de amônia, entre
outros. O tratamento indicado é a correção cirúrgica pela oclusão do desvio por meio
de um anel ameróide constritor, banda celofane, dispositivo de ácido
poliacrílico-silicone, oclusor hidráulico, ligadura total ou parcial com sutura ou
embolização transvenosa com coils. Antes do procedimento cirúrgico, o animal que
apresentar encefalopatia hepática, desidratação, anemia, precisa ser estabilizado
para que possa ser anestesiado. O animal deve ser monitorado no pós-cirúrgico
para controle da pressão arterial e de possíveis convulsões. Caso o tratamento
cirúrgico não seja possível, o animal receberá tratamento medicamentoso para
atenuação dos sintomas para o resto da vida. O diagnóstico correto é fundamental
nessa anomalia, a fim de obter um melhor prognóstico e melhores resultados com o
tratamento escolhido para cada animal.