O fundamentalismo religioso cristão e o abuso de poder no cenário social e político brasileiro atual
Loading...
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar as relações entre o fundamentalismo
religioso cristão e o abuso de poder no Brasil e a maneira com que tais relações têm afetado o
direito das pessoas em relação à liberdade de escolha dos seus representantes políticos. A
pesquisa realizada foi inspirada na Epistemologia Qualitativa desenvolvida por González Rey.
Foi utilizada uma metodologia qualitativa de investigação, que envolveu a realização de seis
entrevistas individuais semiestruturadas virtuais. Foram delimitados dois grupos de
participantes: (a) grupo 1 com três pessoas evangélicas; e (b) grupo 2 com psicólogas de
diferentes áreas da Psicologia. Para análise das entrevistas realizadas, utilizou-se do método
da análise de conteúdo em sua vertente temática. Após transcrição das entrevistas, foram
construídas três categorias analíticas temáticas: (a) O Fundamentalismo Religioso Cristão e o
Abuso de Poder no Brasil em discussão; (b) As eleições e a Escolha do Voto a partir da
Perspectiva das Lideranças Religiosas Evangélicas Entrevistadas; e (c) O Fundamentalismo
Religioso no Brasil a partir da perspectiva das Psicólogas Entrevistadas. A pesquisa permitiu
analisar de forma aprofundada o que pessoas evangélicas e psicólogas pensam sobre o tema
investigado sobre lideranças religiosas que se aproveitam da ignorância dos fiéis ao tentarem
coagi-los a votar nos candidatos escolhidos por tais lideranças. Foi discutido também sobre os
processos de influência nos grupos que têm implicações significativas com relação ao tema.
Essas práticas discriminatórias são consideradas abusivas, fundamentalistas e um risco à
democracia. Portanto, compreende-se que o incentivo às práticas dialógicas, ao acesso da
população a uma educação escolar de qualidade e a defesa dos princípios democráticos são
questões de fundamental importância para a Psicologia, enquanto ciência e campo de atuação
profissional.