A desnutrição intrauterina e do recém-nascido como fatores de predisposição da obesidade
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Esse é um trabalho de revisão bibliográfica que teve por objetivo investigar
como a privação intrauterina e a alimentação do recém-nascido pode contribuir para
programar os genes a fim de armazenar energia como excesso de gordura corporal,
resultando em predisposição à obesidade e patologias dela advindas. Foram
realizadas pesquisas por meio de base de dados Medline/Pubmed, Scielo e Lilacs,
no período de 2006 a 2011, por meio dos quais foram encontrados 46 artigos.
Desses foram selecionados os relativos a crianças e adolescentes e excluídos os
restritos a outros enfoques restaram 23 artigos analisados. Observou-se que a
desnutrição gestacional tem profunda ligação com a programação do feto no
desenvolvimento da obesidade, alterando o metabolismo da glicose, a produção de
insulina e funções hepáticas. O rápido crescimento do recém-nascido, sendo
resultado de interação entre nutrição deficiente e exposição a uma dieta de alta
densidade energética, aumenta consideravelmente o risco de obesidade, doenças
metabólicas e gera interferências nos padrões de crescimento, inclusive na
diferença de tamanhos de adipócitos. As influências externas durante a vida uterina
podem resultar em mudanças permanentes na fisiologia e no metabolismo das
crianças, adquirindo riscos de doenças na vida adulta. Sugere-se que para prevenir
a obesidade tem que se avaliar a importância de introduzir orientação nutricional
como estratégia de combate, com ações integradas envolvendo famílias, escolas, a
comunidade e a indústria de alimentos, através da adequação da nutrição e
exercícios físicos, a fim de orientar e modificar a alimentação, visando a formação de
hábitos saudáveis e promoção da saúde.