Reprodução assistida e a covid-2019, em tempos de pandemia: O que mudou?
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A reprodução assistida foi desenvolvida em 1779 pelo cientista Lázaro Spalanzani, realizando a primeira inseminação artificial. É um dos campos da medicina mais modernos, com um longo histórico de pesquisa e testes, têm como objetivo tratar a infertilidade, que atinge cerca de 12% da população mundial. No ano de 2020, o mundo foi assolado por uma pandemia da COVID-19, com alta taxa de contágio e mortalidade, afetando todas os setores de um país, como a saúde, educação e economia, na qual a melhor maneira preventiva estabelecida pela Organização Mundial da Saúde foi o isolamento social, e com isso ocorreu a interrupção de novos procedimentos na RA. A SARS-CoV-2, vírus causador do COVID-19, usa receptores da Enzima Conversora de Angiotensina das células da mucosa para infectar o hospedeiro. O complexo regulatório do Sistema Renina Angiotensina usa esses receptores para desempenhar funções de homeostase hidroeletrolítica do organismo, em todas as células do corpo, inclusive nas células do sistema reprodutivo feminino e masculino. A ligação do vírus nos receptores de ECA 2 nesses sistemas provocam uma série de problemas reprodutivos. O objetivo deste trabalho é abordar os problemas acometidos pela COVID-19 na reprodução assistida, mecanismos de infecção do vírus, ação da ECA e a mudança dos protocolos da RA.