O significado da morte nas diferentes etapas da vida humana
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De acordo com a bibliografia revisada, ao se deparar com a morte, o homem pode perceber o
quanto é frágil e vulnerável e ao perceber o morrer, novas realidades são criadas a partir da
finitude do ser. Quando a morte atinge o homem, (dando algum sinal - uma doença grave, por
exemplo), ou quando é percebida sua proximidade, a realidade que parecia tão segura a ponto
de livrar cada um da morte, é quebrada em pedaços. Considerando a falta de reflexão sobre o
tema no cotidiano das pessoas, fazendo com que o morrer apareça como um horizonte longe
dos olhos, ao mesmo tempo em que gera um sentimento de angústia, a presente monografia
tem como objetivo verificar como o homem percebe a morte e como reage emocionalmente
ao conversar sobre o tema, nas diferentes etapas de sua vida. Para isso, foram realizadas
entrevistas semi-estruturadas e seu conteúdo foi analisado segundo o modelo categorial
temático proposto pro Bardin (1979), sendo desenvolvido todo um processo metodológico nos
moldes da investigação qualitativa. Os sujeitos foram selecionados dentro de quatro faixas
etárias diferentes, ou seja, foram entrevistados uma criança, um adolescente, um adulto e um
idoso. A tendência dos sujeitos estudados nesta pesquisa foi a de relatar uma percepção
negativa e um sentimento de angústia diante da morte, além de considerar inoportuno o debate
rotineiro sobre o tema. Por outro lado, foram constatadas algumas diferenças entre as
percepções dos sujeitos. A avaliação dos relatos referentes ao significado da morte, a
percepção da sua própria morte e da morte dos seus familiares mostrou que a criança tem uma
tendência a valorizar a vida material, apesar de ter objetivos ligados ao “ter” apresenta um
objetivo de vida humanitário. A adolescente acredita que haverá uma continuidade da vida
depois da morte, não tendo motivo para ter medo da morte, porém, é contraditória quando diz
que teme a morte por não saber o que esta lhe reserva. O adulto apresentou um discurso
bastante racional, relatando que a vida possui um ponto final e que provavelmente a existência
acaba com a morte. Sua percepção de pós-morte é exemplificada através de relatos céticos e
religiosos. A pessoa idosa, com 72 anos, acredita nos princípios religiosos ensinados pelo
Catolicismo no que diz respeito à vida após a morte e relata que a morte está próxima, ao
considerar o tempo já vivido, demonstrando uma certa naturalidade em lidar com sua própria
finitude.