"Eu não era mais eu": processo de diferenciação e fusão emocional de mulheres nos relacionamentos amorosos
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A presente pesquisa se propôs a analisar, à luz da perspectiva sistêmica, as implicações dos
padrões de funcionamento familiar no processo de diferenciação emocional de mulheres,
visando compreender como o nível de diferenciação alcançado e os padrões aprendidos
influenciam no desenvolvimento de fusão emocional com parceiros amorosos. Participaram da
pesquisa três mulheres, com idade entre 21 e 52 anos, solteiras e/ou divorciadas, que no
momento da coleta de dados estavam participando dos grupos de ajuda da irmandade Mulheres
que Amam Demais Anônimas (MADA). Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas como
instrumento para coleta de dados. O material coletado foi analisado por meio da Análise de
Conteúdo de Laurence Bardin (2016). Os resultados sugerem que as mulheres entrevistas
desenvolveram uma baixa diferenciação emocional, condição de impactou na forma como se
percebem e se posicionam em suas relações amorosas, tendendo a buscarem por parceiros
amorosos com os quais possam replicar o padrão de funcionamento aprendido com a família
de origem. A pesquisa se mostrou relevante pois foi capaz de indicar que os padrões de
funcionamento familiares aprendidos influenciaram significativamente no desenvolvimento
emocional, psicológico e cognitivo das participantes, repercutindo na maneira como se
relacionam com seus parceiros amorosos. Embora os achados se mostrem pertinentes, indicase que maiores pesquisas na área sejam importantes para melhor compreender as similaridades
encontradas nas respostas emocionais desenvolvidas pelas participantes que se originam de
famílias com padrões de funcionamento divergentes.