Aplicação dos procedimentos de matching-tosample e discriminações simples no estabelecimento de equivalência
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Na Análise do Comportamento, a linguagem é representada pelo tema “comportamento
verbal”. A proposta de Skinner sobre o comportamento verbal não teve a aceitação pretendida
dentro da Análise do Comportamento. Com isso, visões alternativas surgiram para melhor
explicar esse fenômeno. Uma das teorias mais aceitas teve início com Sidman, que propõe o
conceito de relações de equivalência em que o significado entre as palavras e objetos seria de
equivalência. Segundo este autor, para estabelecer essas relações, é necessária a demonstração
de três propriedades: reflexividade, simetria e transitividade, conceitos importados da
matemática. A formação de equivalência se dá através do treino com discriminações
condicionais, ou seja, possui uma contingência de quatro termos. Porém, estudos posteriores
questionam a necessidade de discriminações condicionais para formação de equivalência, pois
estas não são comuns no dia-a-dia. Tais estudos propõem a formação de equivalência a partir
de discriminações simples, que utilizam contingências de três termos, pois são mais utilizados
no cotidiano. Uma forma de se estabelecer o treino de discriminações simples para formação
de equivalência se dá a partir do planejamento de classes funcionais, que são caracterizadas
pela apresentação de uma mesma resposta na presença de estímulos arbitrários. Feita essa
análise, o presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia de dois tipos de treino na
formação de classes de equivalência entre desenhos de criança, verificada nos testes das
propriedades de equivalência (reflexividade, simetria e transitividade). Foi comparado o
treino tradicional de mathing-to-sample, o qual utiliza discriminações condicionais, com o
treino de nome comum, o qual utiliza discriminações simples. Após os treinos, as crianças
eram submetidas aos testes das propriedades de equivalência. Nove crianças, com idades entre
9 e 11 anos de idade, participaram do experimento. Quatro dos participantes tiveram êxito nos
testes de equivalência após o treino com discriminações simples e apenas um participante
obteve êxito nos testes após o treino do procedimento de matching-to-sample. Um dos nove
participantes não atingiu o critério de treino em nenhum dos procedimentos, e por isso, foi
dispensado sem qualquer constrangimento e os outros três participantes não tiveram êxito na
formação de equivalência em nenhum dos dois procedimentos. A partir desses resultados,
pode-se dizer que o procedimento de discriminações simples foi mais eficaz na formação de
equivalência quando comparado ao procedimento com discriminações condicionais.