Fenômenos de saúde, resiliência e qualidade de vida de acadêmicos de Medicina ao longo do curso: estudo comparativo
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Ao longo do curso de graduação em medicina, o estudante é exposto a situações
potencialmente estressoras, que podem levar ao estresse, baixa qualidade de sono,
presença de sintomas depressivos e baixa qualidade de vida. No entanto, alguns discentes
apresentam melhor capacidade de enfrentamento e adaptação à adversidade, sendo
considerados resilientes. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar os fenômenos de
saúde (níveis de estresse percebido, sintomas depressivos e qualidade do sono), bem como
a capacidade resiliente e a qualidade de vida por ciclo de curso entre acadêmicos de
medicina de instituição privada de ensino. Trata-se de uma pesquisa transversal, analítica e
de abordagem quantitativa, cuja coleta de dados ocorreu por meio de instrumentos de
validação internacional entre novembro e dezembro de 2022 junto a discentes do curso de
medicina de uma instituição de ensino superior privada do Distrito Federal. O estudo
mostrou principalmente que 50% dos estudantes utilizam fármacos para induzir o sono e
65,7% fazem uso de bebida alcoólica, além do predomínio de estudantes com baixo estresse
no ciclo básico e altos níveis de estresse nos demais ciclos. Com isso, conclui-se que o curso
de medicina apresenta situações estressoras comuns aos diferentes ciclos do curso,
colocando o aluno em um ambiente propício para o aparecimento de fenômenos que
podem interferir direta ou indiretamente na sua saúde mental. Verificou-se, assim, que não
há diferença nos níveis de estresse, qualidade de sono, sintomas depressivos, qualidade de
vida e resiliência ao longo do curso, ou seja, esses fenômenos não estão associados às
características peculiares de cada ciclo.