Os processos subjetivos de pacientes hipertensos em psicoterapia
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O objetivo geral desta pesquisa é compreender os efeitos da psicoterapia para
a mudança da qualidade de vida de pacientes hipertensos. Encontra-se no
estudo das configurações e dos sentidos subjetivos e das subjetividades
individual e social associados a hipertensão um tema de relevância para a
psicologia. A saúde é um sistema complexo que se expressa como processo e
como configuração, sendo, portanto sensível de múltiplas influências, entre
elas as relacionadas ao modo de vida e aos aspectos subjetivos das pessoas,
temas onde o aporte da psicologia torna-se especialmente relevante. Esta
pesquisa se apóia na teoria da subjetividade numa perspectiva histórico –
cultural, proposta por González Rey (1995, 2002, 2005, 2007) e por técnicas
psicoterápicas baseadas na metodologia da pesquisa. Nos orientamos neste
estudo por uma metodologia qualitativa de caráter construtivo-interpretativo
(González Rey, 1997, 2002, 2005). Os instrumentos utilizados são o
completamento de frases e a dinâmica conversacional, cujos resultados serão
analisados a partir da Teoria da Subjetividade (González Rey, 2003) apoiados
na Epistemologia Qualitativa, método proposto por González Rey (2005). A
psicoterapia é estabelecida como uma relação dialógica entre paciente e
psicoterapeuta facilitando e articulando sentidos subjetivos associados ao
processo de saúde e doença.