Impacto do processo de ocupação urbana ao meio ambiente do Distrito Federal
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A ação humana interfere no bem-estar da população e na qualidade dos
recursos naturais. Os impactos ambientais verificados no Distrito Federal estão
diretamente ligados à essa ação do homem. Mesmo com tantos estudos técnicos e
todo o planejamento urbanístico, já demostrando a preocupação com a questão
ambiental, o Distrito Federal sofre impactos graves e a curto prazo irreversíveis.
Esse trabalho analisa os impactos provocados pelo processo de ocupação urbana,
muitas vezes de forma desordenada, mostrando os aspectos históricos e os
reflexos sociais desde antes da construção até hoje. Notou-se que o planejamento
de Lúcio Costa foi descaracterizado pela criação das cidades-satélites, pela
política de assentamento e doação de lotes, pela ocupação da orla do Lago
Paranoá e pela arborização com plantas exóticas. Como efeito dessa
descaracterização temos: a biodiversidade do Cerrado ameaçada, a retirada da
cobertura vegetal e a substituição desta por atividades humanas, a contaminação
das águas, os processos erosivos em áreas vulneráveis, a falta de locais
apropriados para destinação do lixo e por fim aumento no nível de poluição do ar
pelo escapamento dos automóveis. Tudo isso traz conseqüências sérias, por
exemplo, as modificações intensas na paisagem natural do Cerrado, extinção de
espécies da fauna e da flora da região, a redução da fertilidade do solo, escassez
dos recursos hídricos disponíveis, aumento da pressão demográfica, sem falar nos
problemas sanitários e de saúde pública. As ações para amenizar os efeitos desses
impactos devem atingir todos os segmentos da sociedade deste o governo até os
moradores da periferia mais distante, através da educação ambiental, do combate à
poluição das águas, uso e manejo do solo e do saneamento básico qualificado.