O efeito da quantidade de relações treinadas e do tipo de procedimento sobre a emissão de comportamentos novos
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Abstract
A presente pesquisa teve por objetivo verificar qual procedimento é mais eficaz em
produzir comportamentos não-treinados: o procedimento que utiliza discriminações
simples envolvendo a emissão de respostas de topografias distintas (PDS), comum em
pesquisas sobre independência funcional; ou o procedimento que utiliza discriminações
condicionais envolvendo a seleção de estímulos (MTS), comum em pesquisas sobre
relações de equivalência. A pesquisa objetivou também investigar se a quantidade de
relações treinadas teve algum efeito sobre a ocorrência de relações não treinadas. Os
estímulos utilizados foram figuras, nomes, utilidades e países de origem de animais,
ferramentas, flores e instrumentos musicais pouco conhecidos. Após a aplicação do Pré
teste, os participantes foram divididos em dois grupos e passaram por quatro condições
experimentais. Nas Condições 1 e 2 para o Grupo 1, foi utilizado o MTS e nas
Condições 3 e 4, foi utilizado o PDS. Nas Condições 1 e 2 para o Grupo 2, foi utilizado
o PDS e nas Condições 3 e 4, foi utilizado o MTS. Para as Condições ímpares (1 e 3),
foi treinada uma relação entre estímulos, enquanto nas Condições pares (2 e 4) foram
treinadas duas relações entre estímulos. Após os treinos e testes, foi aplicado um Pós
teste escrito. Os resultados a partir dos testes não evidenciaram diferenças entre os tipos
de procedimentos ou entre as quantidades de relações treinadas. Entretanto, o Pós-teste
mostrou maiores porcentagens de acertos para os treinos feitos com PDS e com duas
relações. Foi discutido que pode ter ocorrido um efeito da tarefa no Pós-teste para as
palavras treinadas com PDS e que o comportamento dos participantes tenha ficado sob
controle de apenas partes do estímulo nos treinos com MTS, resultando em baixo
desempenho no Pós-teste.