O direito agrário brasileiro e o papel da Advocacia-Geral da União na defesa da justa indenização no contexto da reforma agrária
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A presente dissertação objetiva analisar a estrutura fundiária e agrária brasileira a partir
da compreensão da modelagem dada ao tema pela Lei de Terras de 1850 e as dificuldades por
ela criadas para o acesso à terra de modo isonômico, o que acabou por oportunizar a manutenção do modelo de latifundiário atual, sem que houvesse em momentos adequados da história, órgãos
públicos dotados de eficiência técnica e compreensão jurídica sobre o assunto. A partir da
conclusão de que a Lei de Terras se caracterizou como um instrumento que, em certa medida,
representou o embrião normativo de sustentação da estagnação do sistema jurídico agráriofundiário atual consubstanciado como segregacionista e inadequado, será possível reconhecer
a importância de uma advocacia pública de Estado apta a contribuir para o equilíbrio do modelo
normativo. Pretende-se, no estudo, demostrar especificamente, que a Advocacia-Geral da União
atua como órgão protagonista para efetivação das políticas públicas agrárias, sobretudo na
consecução da reforma agrária e o faz na sua condição de agente de controle e fiscalização do
emprego de recursos para o pagamento de indenizações e juros compensatórios nas
desapropriações por interesse social para fins de reforma agrária, consequentemente, agindo
para o aperfeiçoamento de direitos múltiplos, buscando assim contribuir decisivamente para o
processo de desenvolvimento do país a partir da lógica da justiça social.
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Citation
SOUSA, André Lopes de. O direito agrário brasileiro e o papel da Advocacia-Geral da União na defesa da justa indenização no contexto da reforma agrária. 2022. Dissertação (Mestrado em Direito) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2022.