Análise de metodologias de manutenção em estruturas de concreto armado
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Uma estrutura de concreto armado é projetada e construída para que seja durável, segura, funcional e tenha uma estética agradável ao usuário final durante a sua vida útil prevista. Para que esses requisitos sejam alcançados, se faz necessário que as fases de projeto e execução sejam realizadas de forma criteriosa, tendo em vista que estatisticamente são as duas fases que mais causam patologias em estruturas de concreto armado. Também é preciso que um plano constante de manutenção seja estabelecido, já que a falta deste também é responsável por uma parcela considerável dos danos encontrados. Assim sendo, a atenção às etapas de projeto, execução e manutenção irão favorecer a durabilidade e a vida útil da estrutura. São várias as metodologias de manutenção de patologias em estruturas: a proposta pela NBR5674/2012, pela instrução do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), a metodologia proposta por Lichtenstein, por Eliane Kraus de Castro, o Código Modelo MC-90 do CEB-FIP, por Klein et al. entre outras, que vão desde a análise visual das edificações a ensaios laboratoriais dos elementos afetados. As instrumentações citadas, quando usadas para o diagnóstico de patologias em estruturas de concreto armado, podem apresentar uma subjetividade nos dados apresentados e por consequência um plano de manutenção não muito eficaz, com um alto custo para a realização ou ainda não se adequam a um tipo ou outro de estrutura. Esse trabalho teve como base a análise de duas metodologias: a primeira que quantifica o dano nas estruturas e que tende a trazer dados mais precisos e ações corretivas mais eficazes e a segunda, que apresentou o método de inspeções prediais, adotados pelas normativa do IBAPE. A reflexão sobre essas metodologias foi pautada na análise de uma única obra avaliada pelos dois métodos, confrontado os dados alcançados. A conclusão foi a de que as duas metodologias podem ser aplicadas para o diagnóstico de patologias e tomada de decisões, a Metodologia de Manutenção favorece a análise global a respeito da estabilidade estrutural, trazendo uma melhor análise para edificações com bastante comprometimento, já a normativa do IBAPE, traz uma análise mais ampla para patologias de gravidade média e leve, tendo em vista que não se atem apenas a elementos estruturas, como a Metodologia de Manutenção, e estabelece uma ordem de prioridade para tomada de decisões sobre os danos encontrados.
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ARRUDA, Ives da Cunha. Análise de metodologias de manutenção em estruturas de concreto armado. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) – Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2018.