Arte e psiquismo: reflexões da vida e obra de Camille Claudel

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Este trabalho busca refletir sobre arte, psiquismo e criatividade e suas relações com a saúde mental, numa perspectiva fenomenológica, baseada na metodologia proposta por Giorgi (1985), buscando como fundamentação teórica alguns princípios da Psicologia Humanista, especialmente Gestalt-terapia. Pretende-se também argumentar sobre os fenômenos que permeiam a relação entre criatividade e saúde mental e debater sobre a história de vida, saúde mental e produção artística de Camille Claudel. Optou-se por discutir sobre esta artista por ser hoje reconhecida como uma grande escultora que passou grande parte de sua vida internada em manicômios. As informações aqui utilizadas se basearam em fragmentos de correspondência da artista, publicadas na obra de Wahba (1996), Camille Claudel: criação e loucura. A construção dos dados desse estudo culminou em quatro unidades de significado: a) Sendo mulher artista, em tempos que a arte era ofício masculino; b) A relação com Auguste Rodin e suas implicações na produção artística e na vida pessoal; c) Produção artística e criatividade ao longo da vida e d) Vivências de Camille no cárcere – A ausência de liberdade, encarceramento manicomial, a queixa de abandono, e a interrupção da criação e a loucura. De maneira geral, a pesquisa se mostrou como adequada a estudar o que se propôs, tendo os objetivos alcançados. Conclui-se, em acordo com a literatura estudada, a importância da arte e da criatividade na existência humana, como forma de expressão da artista, de representação do mundo, de manifestação do potencial de crescimento e desenvolvimento, como aspecto fundamental na saúde psíquica.

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