A cientificidade da psicografia como prova no processo penal
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Abstract
O presente trabalho de pesquisa tem como tema a cientificidade da psicografia como prova
no processo penal, tendo em vista que a prova é considerada peça fundamental para
desvendar crimes e demonstrar a veracidade dos fatos e delitos cometidos. Versamos, no
estudo, sobre o sistema penal acusatório, modelo adotado no Brasil, e a produção da prova.
Discorremos sobre as provas no processo penal, abrangendo o direito, os meios e a apreciação
das provas no âmbito jurídico, bem como as atividades cabíveis às partes e ao juiz.
Destacamos, neste trabalho monográfico, a psicografia como prova no processo penal. Para
tanto, apresentamos a sua origem e definição, assim como as cartas psicografadas utilizadas
como prova no processo penal. A pesquisa trouxe o resultado das entrevistas realizadas com
magistrados acerca do uso da psicografia, sobre as questões da mediunidade, da laicidade do
Estado e da validade da psicografia como prova jurídica. Procuramos expor os argumentos
favoráveis e os desfavoráveis ao uso das cartas psicografadas como meio de prova jurídica.
Além disso, o trabalho citou alguns dos casos onde as cartas psicografadas foram admitidas
como objeto de prova no processo penal e culminaram na absolvição dos réus. Esclarecemos
que o presente trabalho de pesquisa teve uma abordagem qualitativa, com levantamento
bibliográfico e documental e foi aplicada a técnica de entrevista.