Pielolitotomia robótica como alternativa à nefrolitotomia percutânea em casos complexos: revisão de indicações e resultados

Abstract

A nefrolitotomia percutânea (PCNL, do inglês Percutaneous Nephrolithotomy) é atualmente o tratamento-padrão recomendado pela American Urological Association (AUA) e pela European Association of Urology (EAU) para cálculos renais maiores que 2 cm. Entretanto, o procedimento apresenta morbidade considerável, incluindo sangramento, sepse, lesão parenquimatosa e formação de fístulas arteriovenosas, com taxas globais de complicações variando de 18,5% a 27,7% — sendo transfusão em 5–24,2%, infecção urinária em 8,7–16,8% e necessidade de analgesia prolongada em 17,3% — além de taxas de retratamento que podem alcançar 30–40% (1,2,3,4,5,6). Nesse contexto, a pielolitotomia robótica (RPL, do inglês Robotic Pyelolithotomy) emergiu como uma alternativa minimamente invasiva, que preserva o parênquima renal e reduz potencialmente o trauma tecidual (1,2,3,4,5,7,8,9). Esta revisão tem como objetivo delinear as indicações precisas para o uso da RPL e comparar sua segurança e eficácia em relação à PCNL no manejo de condições clínicas específicas, especialmente em pacientes de alto risco ou com anatomia renal complexa (1,3,4,10).

Description

Citation

FREIRE, Diogo de Jesus Soares et al. Pielolitotomia robótica como alternativa à nefrolitotomia percutânea em casos complexos: revisão de indicações e resultados. Revista de Acadêmicos e Egressos da Medicina: RAMED, Brasília, v. 3, n. 2, 2025.

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