A modificação comportamental da ansiedade de universitários em situações de exposições orais
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O estudo teve o objetivo de verificar e modificar o nível de ansiedade social apresentado em universitários em situações de exposições orais, por meio de intervenções baseadas na análise do comportamento. Skinner (2000), define a ansiedade como uma condição emocional complexa e aversiva que é condicionada como resultado de emparelhamento de estímulos. Sabe-se que a ansiedade gera um desconforto e tem conseqüências aversivas no desempenho acadêmico, manifestando os sintomas como rubor, tremores, suar as mãos e pés, que para as participantes é sinal de vergonha e insegurança. A ansiedade social se desenvolve a
partir do histórico de vida das pessoas e é reforçada neste contexto por professores e colegas de sala. Esses comportamentos foram observados com muita freqüência em universitários, pois diante de apresentações de trabalhos muitos não conseguem
expor suas idéias se esquivando. A pesquisa foi desenvolvida com cinco estudantes universitárias do curso de psicologia, com idades entre 22 e 43 anos. O nível de ansiedade de cada participante foi medido pelo inventário EFN (Escala Fatorial de Neuroticismo), pelo polígrafo (Sonolob 650) e observação dos comportamentos e sintomas apresentados por cada participante. O EFN avalia quatro fatores como:
vulnerabilidade, desajustamento psicossocial, ansiedade e depressão. Nesses fatores foram observados as reduções dos escores e as oscilações presentes de acordo com as intervenções propostas, principalmente o fator que avalia a ansiedade. As intervenções foram divididas em: linha de base, momento que há uma interação e formação de vinculo entre participantes e terapeuta, identificando a ansiedade, por meio da Escala SUDS (Unidade Subjetiva de Ansiedade) e a intensidade que ocorre para cada participante; a condição de terapia I promove a intervenção a partir do reconhecimento da ansiedade e condição de terapia II, a intervenção é realizada primeiramente com o treinamento das habilidades sociais, sob as leitura e discussão de textos polêmicos, treinamento do relaxamento
progressivo de Jacobson, exercícios de respiração, treinamento das habilidades sociais e aprovação social. As intervenções ajudaram a reduzir os escores de ansiedade e por meio dos relatos de cada participante verificou-se a eficácia do modelo proposto nesta pesquisa. Sabe-se que há variáveis que interferiram no desenvolvimento desta como, por exemplo, tempo, disponibilidade das participantes, os instrumentos utilizados.
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Citation
ARRUDA, Mônia Camilla da Cunha. A modificação comportamental da ansiedade de universitários em situações de exposições orais. 2006. 55 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2006.