O preconceito linguístico em sala de aula
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Abstract
Este trabalho trata sobre uma investigação realizada em campo, em duas escolas localizadas em Sobradinho I e Sobradinho II que trabalham com o Ensino Médio, com o intuito de averiguar a forma como o preconceito linguístico ocorre dentro de sala de aula, seja nas aulas de Língua Portuguesa e nas demais disciplinas, conforme aponta Bortoni-Ricardo. Tem como objetivo geral explicitar para os falantes, que a língua é um instrumento de interação entre eles e possui a heterogeneidade como característica principal e, portanto, nada que corresponde à fala ou a sua forma escrita pode ser considerado errado, pois mesmo que haja incoerência na concordância verbal/nominal, ausência de pontuação, omissão de algumas letras ou um mau emprego do plural, a mensagem é sempre compreendida pelos usuários. Para tanto, a presente pesquisa utilizou conceitos teóricos de autores que realizaram trabalhos e estudos na área da Sociolinguística e dedicou seu primeiro capítulo para conceituar primeiramente esta ciência que trabalha com a relação entre a Língua e a Sociedade. No segundo capítulo, o preconceito linguístico propriamente dito foi o tema principal e as formas que ele assume dentro do ambiente escolar foram apontadas. No capítulo de número três, a Metodologia que o norteia aponta os procedimentos que foram adotados durante a pesquisa de campo e a forma como estes foram trabalhados. E por fim, o quarto e último capítulo foi desenvolvido para realizar uma análise dos dados colhidos durante a etapa prática do trabalho, e assim relacionar o que foi exposto na teoria com o que foi vivenciado durante o período de observação não participante e ao questionário aplicado, para afirmar ou não se os apontamentos dos autores se confirmam. A parte final corresponde à conclusão da averiguação e aborda de uma forma geral, tudo que foi articulado durante a elaboração da mesma.