Metaloproteinases e Serinoproteases na indução de distúrbios hemostáticos desencadeados pelo veneno botrópico

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As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos no Brasil, e por ser um dos agravos com o maior número de notificação, constitui um grave problema de saúde pública. Seu veneno é formado por diversas substâncias proteicas que afetam atividades do organismo, principalmente, hemostáticas. Esta pesquisa consiste em uma revisão da literatura do tipo narrativa, com a finalidade de compreender e relacionar a atuação das metaloproteinases e serinoproteases nos distúrbios hemostáticos causados pelo veneno. A intensa hemorragia ocorre em mais da metade dos casos, sendo uma das principais causas de óbito. As metaloproteinases e as serinoproteases da peçonha são as principais enzimas causadoras dessas alterações da coagulação, causando sangramentos através de lesões no endotélio, disfunção de plaquetas e hidrólise de fatores da coagulação. Considerando o grande potencial dessas substâncias para fins terapêuticos, estudos mais aprofundados são necessários para uma melhor compreensão das suas propriedades.

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MEDEIROS, Stella Guimarães Araquam. Metaloproteinases e Serinoproteases na indução de distúrbios hemostáticos desencadeados pelo veneno botrópico. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2019.

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