Rogers: psicoterapia e subjetividade: uma reflexão crítica

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Este trabalho teve o objetivo de explicitar a questão da subjetividade na obra de Carl Rogers e como a sua noção de subjetivo foi articulada na psicoterapia centrada na pessoa, tendo em vista que, apesar da falta de uma conceituação clara sobre o assunto, o seu modelo psicoterápico foi alicerçado sobre a noção da subjetividade humana. Em toda a sua obra, Rogers deixa implícita uma idéia de subjetividade atrelada à noção humanista segundo a qual o ser humano possui uma essência universal voltada para o crescimento e para a realização pessoal, noção essa em torno da qual foi articulada a psicoterapia centrada na pessoa. Assim, ao focar a sua obra sobre o sujeito individual, deixa de explorar as dimensões histórica, social e cultural presentes na formação da psique humana. Caso o pensamento rogeriano não tivesse se articulado em torno de um sujeito individual, e, conseqüentemente, considerasse convenientemente as complexas relações individuais e coletivas no seio das sociedades humanas, teria a psicoterapia rogeriana implicado em novos métodos no campo da psicologia social? Reflexões como esta talvez se revelem úteis na atualidade caso procurem aliar o método psicoterápico rogeriano a práticas comunitárias.

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