Vivendo com o câncer: reflexões a partir de narrativa
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O câncer é uma doença antiga e complexa que acomete pessoas de todos os lugares do
mundo, de qualquer sexo ou nível social. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, o
conceito desta mazela ainda está vinculado à idéia de morte, o que, geralmente, acarreta às
pessoas sofrimento de ordem física, emocional e social. Frente a este quadro, cada vez mais
profissionais da área de saúde mobilizam-se em busca de estratégias para amenizar esta dor.
Neste cenário surge a psiconcologia, que tem como principal objetivo promover o bem-estar
psicossocial destes pacientes bem como das pessoas envolvidas neste processo. Assim,
considerando a individualidade na forma de adoecer e, estar saudável de cada indivíduo, o
que, pode ser perceptível pelo sentido atribuído aos eventos por ele vivenciado, este trabalho
tem como objetivo refletir sobre as narrativas de uma pessoa com câncer. A metodologia
utilizada foi a pesquisa qualitativa. Foram realizadas duas entrevistas semi-estruturadas,
abordando a experiência vivenciada do adoecer, trabalhada pela Análise de Conteúdo de
Bardin (2002). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Centro Universitário de
Brasília (UniCEUB). Resultados: Foram identificadas as seguintes categorias temáticas:
ambivalência no discurso sobre a doença, percepções acerca da família, sentimentos de
medo e rejeição. Conclusão: constatou-se que a experiência com o câncer trouxe mudanças
significativas na vida da participante, entre os quais, ela passou a compartilhar seus dias com
sentimentos de: negação, rejeição, angustia e medo. Sentimentos que se devem entre outras
causas às crenças e os estigmas que tem acompanhado o câncer ao longo da História.
Sugestões: realização de mais pesquisas junto a pacientes adultos com leucemia em virtude
de não existirem muitos trabalhos sobre o tema. Constatou-se que este assunto é inesgotável,
ou seja, as pessoas são únicas. Assim é preciso que elas sejam vistas a partir da sua
singularidade. Não se pode generalizar o resultado de uma pesquisa como “a” experiência de
viver com câncer, entretanto, podemos configurá-la como uma das possibilidades abertas ao
existir com câncer.