A (não) elaboração da angústia no neoliberalismo: uma perspectiva crítica e psicanalítica
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Ao longo do tempo, o neoliberalismo foi se configurando em um sistema normativo no
qual as relações mercadológicas não são mais exclusivas da esfera econômica e, portanto, muito
se fala na contemporaneidade sobre os efeitos disso nos processos de subjetivação. O presente
trabalho teve como ponto de partida a importância do afeto da angústia à luz psicanalítica, tendo
em vista que é a partir da elaboração desta que nos aproximamos de conteúdos que nos são
singulares. Todavia, diante de um contexto no qual as prioridades máximas se reduzem à
produtividade e o ao desempenho que se têm nas performances, parece haver um
empobrecimento dos recursos simbólicos para darmos sentidos às nossas experiências,
impactando na relação que estabelecemos com a angústia. Ao longo da discussão, se destacam
os principais motivos que estão por trás da sustentação do neoliberalismo enquanto um modelo
de racionalidade política neoliberal. A pesquisa foi de metodologia qualitativa, utilizando-se,
para a análise das informações qualitativas, o referencial teórico-metodológico da
Hermenêutica de Profundidade, na reinterpretação de Demo (2001). Foram realizadas quatro
entrevistas semiestruturadas, sendo duas com psicanalistas que têm experiência na clínica e as
outras duas com pessoas que experienciaram sintomas depressivos e/ou ansiosos. Procurou-se,
sobretudo, contribuir na compreensão acerca das formas pelas quais a falta de elaboração
psíquica da angústia se articula com a racionalidade neoliberal e como isso vem a realçar os
sintomas depressivos na contemporaneidade.
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Citation
HAK, Natasha Tonetti Abdul. A (não) elaboração da angústia no neoliberalismo: uma perspectiva crítica e psicanalítica. 2022. Monografia (Bacharelado em Psicologia) - Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2022.